Vinca Menor: Propriedades e Benefícios Medicinais
A fitoterapia tem sido uma aliada da medicina ao longo da história, proporcionando alternativas naturais para o tratamento de diversas condições de saúde. Entre as plantas de destaque nesse campo, a Vinca menor (Vinca minor L.) se sobressai por suas propriedades hemostáticas, adstringentes, hipotensivas e digestivas. Tradicionalmente utilizada na Farmacopeia Homeopática, essa espécie tem sido empregada, sobretudo, na regulação do fluxo menstrual, além de atuar em outras afecções do trato digestivo e cardiovascular.
Neste artigo, exploraremos em detalhes suas características botânicas, propriedades medicinais, indicações terapêuticas, precauções e o embasamento científico por trás de seus efeitos.
Descrição e Características Botânicas
A Vinca menor, pertencente à família Apocynaceae, é um subarbusto perene, que pode atingir até 60 cm de altura. Possui dois tipos de ramos:
- Ramos não florescentes, que crescem de forma prostrada, cobrindo o solo.
- Ramos florescentes, que se desenvolvem na posição ereta e dão origem às inflorescências.
- Regulação do Fluxo Menstrual
- Hemorragias nasais (epistaxe)
- Sangramentos gengivais
- Úlceras bucais e amigdalites
- Saúde Cardiovascular e Hipotensão
- Efeitos Digestivos e Antissépticos
- Diarreias leves e gastroenterites
- Afecções urinárias, como hematúria (presença de sangue na urina)
- Abscessos cutâneos e eczemas
- Potencial Antitumoral
- Infusão (chá): Preparado com folhas e flores secas, indicado para controle do fluxo menstrual e afecções digestivas.
- Extrato fluido ou tintura: Solução hidroalcoólica utilizada para fins cardiovasculares e neuroprotetores.
- Uso externo: Infusão aplicada em compressas para tratamento de feridas, úlceras e inflamações cutâneas.
- Distúrbios gastrointestinais (náuseas, vômitos e diarreia)
- Redução excessiva da pressão arterial
- Efeitos neurotóxicos, como tontura e sonolência
Farmacologia:
A vincamina é hipotensiva, negativamente cronotrópica, antiespasmódica, hipoglicemiante e simpatolítica. Pode ser utilizada como um amaróide; A planta é utilizada internamente para distúrbios circulatórios, melhora da circulação cerebral e metabolismo do cérebro hipertensão, distúrbios da digestão, queixas urinárias. Toxicologia: Sem toxidade nas doses recomendadas. Não há relatos de casos de morte por envenenamento. Uso na gestação e na amamentação: Não há informações da sua farmacocinética ou sobre seu uso nestas condições, onde se recomenda que não seja utilizada. Posologia: 3 a 6ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água; 2g de erva seca {1 colher de sobremesa para cada xícara de água) em decocto até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs para uso interno em todas as indicações; Nos casos de diarreia, o chá deve ser tomado após s refeições; O dobro da dose da infusão pode ser usado como colutório e gargarejo; Vinhos medicinais podem ser feitos com a planta seca, que deverá ser tomado, 1 colher de sobremesa, antes das principais refeições. Precauções: Planta segura, no uso e doses terapêuticas indicadas. Efeitos colaterais: Distúrbios gastrintestinais, hipotensão severa, rash cutâneo.Superdosagem:
Queda brusca da pressão arterial; Caso ocorra, deverá ser feito o esvaziamento gastrintestinal, administração de carvão ativado e profilaxia de choque; Não há relatos de envenenamento; O FDA considera a Vinca menor não segura para consumo humano; Entretanto, a Turquia, Europa e Eurásia utilizam-na e também a Homeopatia; Sendo a Vinca rosa e a Vinca menor, da mesma família botânica Apocynaceae, há convergência de descrições botânicas e de princípios ativos. Onde muitas vezes, o autor descreve uma planta ou seus princípios ativos, referindo-se a outra. Referências Bibliográficas- BARNES, J.; ANDERSON, L. A.; PHILLIPSON, J. D. Herbal Medicines. 3. ed. London: Pharmaceutical Press, 2007.
- DUKE, J. A. Handbook of Medicinal Herbs. 2. ed. Boca Raton: CRC Press, 2002.
- WHO. Monographs on Selected Medicinal Plants. Geneva: WHO, 2004.
- SANTOS, J. E. M. Fitoterapia Aplicada à Saúde. São Paulo: Edusp, 2016.
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